Faz-se o (re)conhecido.
A morte do outro toca e provoca.
Quando o outro causa identificação.
Quando choca,
arrebata.
Aí mata.

É como ouvir a morte batendo à porta da própria casa
carregando a mala do "se", do poderia.
Mas não é.

A morte só toca quando não tem rosto.
Quando tem a mesma cor de pele.
Quando é parecida.
Quando tem aproximação.

Nos dias de nada importa,
a morte não importa.
Adormece-se a alma.
É só mais um.
É corpo.
É fim.
Nenhum.

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