Cidade

Lá embaixo eles aceleram.
As luzes acendem as vidas em metros quadrados
Os corpos se envolvem e lançam-se.
Gritando que há almas na selva de pedra.

Elas querem superexistir.
Naquela esperança tediosa do amanhã.
Tragando o álcool com a fumaça almíscar.
Refúgio, resgate, rotina.

O último a resistir apaga a luz.

Um comentário :

  1. “Quando a primeira coisa viva existiu, eu estava lá esperando.
    Quando a última coisa viva morrer, meu trabalho estará terminado.
    Vou pôr as cadeiras em cima das mesas, apagar as luzes e fechar as portas do universo quando eu partir”

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