Pensamensentido

Bota os óculos para fazer os versos que te compõem.
E tenta palavrear o redemoinho dentro do estômago.
Limpa as lentes embaçadas, mas deixa as vistas sujas.
Rabisca com a tinta da alma e compõe com os traços das viagens pelo espaço sideramental.
E traga os resultados caleidoscópicos de seus tragos.
Tanto imperativo para ninguém receber ordens de um rei sem reino.
Coroa da cabeça se faz na idade de quem passou dos sessenta.
E já tem passe livre pra andar de ônibus e fazer cagada sem questionamentos.
Já tem passe livre para viver em paz. E morrer também.
Volte pra contar como é o mundo que a morte leva.
Mas só volte se lá tiver algodão doce. Do contrário, fique amargo por esse canto.
Esquece o final e faz desse entretempo reticências.
Mas não esqueça, limpa os óculos.
E desacredita do relógio.

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