Prisioneiro de mim
na prisão que nunca me pertenceu.
Enclausurado no mausoléu que é minha raiz imunda,
forjando dentes abertos para que olhares não me façam sangrar.
O mal que me devora é o mesmo que me foi emprestado
quando o tempo escorria entre meus dedos.
Tempo tão enjaulado quanto eu,
na ampulheta que contém grãos de ansiedade
e pensamentos acesos como a chama de um cigarro que é amante.
Minha alma está acorrentada à inércia que é viver.

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