Soneto da ilusão

Estalo o pescoço suado
Gozo de ansiedade à espera
Enquanto estou na praça sentado
Os segundos parecem uma era.

Levanto o olhar desajeitado
Minha visão me desespera
Lá vem a moça do vestido rodado
E bochechas de primavera

Secretamente observo a pequena
Enquanto ela conversa sozinha
E irradia uma luz serena

Meu sonho é fazê-la minha
Mas conheço a dura pena
Amar anjo é da vida: o fim da linha.

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