Reza

Ela disfarça o sorriso e engole a vontade.
Dentro do peito, em silêncio, o sangue acelera.
Caminha pelas ruas olhando para os pés e
segura as próprias mãos como se fossem mal costuradas.
Faz-se frígida, mas os olhos desobedecem
e desviam para onde o desejo é um ímã.
Mente para si, renega, se castiga e peca.
Seu azar são os pensamentos que a traem.
O toque nos lábios, o roçar na pele e a vida da carne desviam-na da castidade.
Pobre menina, esqueceu que é humana.

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