Quero ser índia
da pele negra,
dos olhos coloridos,
do coração da cor do amor,
da mente branca de paz
e não de vazio.

Eu quero viver no mato,
que nem bicho do mato,
que se refugia do predador.

Eu quero o mundo na palma da mão,
com um M desenhado
para simbolizar o mar,
que carrega em suas ondas,
meu peito amargo.

Angustiado de viver,
nesse lugar que não tem vida,
que tem fumaça e não tem verde,
que tem mentira e maldade.

Eu quero ser o bem
e dá-lo de presente a todos.
Eu quero doar a vida a quem não tem.
Eu quero um lugar
com sombra e água fresca,
onde possa amar em paz.

Quero uma terra sem preconceitos,
sem dinheiro,
sem guerras,
sem armas nucleares,
sem divisão,
onde eu não precise usar uma máscara para protestar.

Eu quero ser sonho,
e fazer sonhar quem não se permite.
Na terra do coração,
no mundo do amor,
na luz da alma,
na liberdade da vida.

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