Diário de bicicleta

Peguei minha bicicleta e visitei os bosques da vontade,
me desprendi da apatia,
visitei a casa da verdade,
gritei tão alto que nem a barreira do som pôde me ouvir,
coloquei a saudade na mala e a prendi na garupa.
Percorri o céu e o inferno,
com duas pernas, dois pneus e a liberdade.
Pedalei para longe de toda hipocrisia e mentira,
e visitei um lugar bonito,
onde a verdade governava.
Percebi pelos caminhos da vida, que ela gira em torno do relógio,
as pessoas rodam com os ponteiros,
mas e se o tempo não existisse?
Não haveria prisão a ele.
Sereias sem mar avistei,
conversei com um leão perdido em sua sina,
uma baiana sambava em corações.
No meu ainda samba,
como bailarinas em caixa de música.
Em andanças e mudanças,
um pouco de tudo recolhi,
e muito de tudo me tornei.

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