Mudar, cadê?

Preste atenção na câmara de gás
infestada do veneno que queremos inalar.
Respirar não é tão fácil nessa esfera que criamos,
onde tubos são mais férteis que liberdade e expressão.

O encanto não existe, tudo é banal.
O novo é velho
e velho é o povo.

Nos afogamos tão perdidos nesse mar de mesmice.
Onde está a revolução buscando a evolução?
Passeatas da mudança,
pinturas da esperança.

A desistência já tomou.

Os corpos são levados
e as almas enjauladas.
Tudo ou nada
não é mais nada,
é só nada,
menos que nada.

Preste atenção.

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